quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Trovadorismo-Aula de Literatura


Olá queridos amigos. Hoje postarei sobre um assunto que atualmente estamos estudando no curso de Letras. Trovadorismo. Uma literatura voltada como espelho e libertação dos homens em relação às dependências com os deuses mitológicos. Foi a primeira manifestação literária em Portugal. Uma literatura muito interessante que se mistura com a música. Abaixo citarei as características e autores que englobam este lindo período. Divirtam-se!(Não esqueçam de votar na próxima postagem, que será realizada na próxima semana. Obrigado).



Cantiga de amigo


D. Dinis


- Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novass do meu amigo!
Ai Deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado!
Ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que lmentiu do que pôs comigo!
Ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi á jurado!
Ai Deus, e u é?
- Vós me preguntades polo voss’amado,
e eu bem vos digo que é san’e vivo.
Ai Deus, e u é?
Vós me preguntades polo voss’amado,
e eu bem vos digo que é viv’e sano.
Ai Deus, e u é?
E eu bem vos digo que é san’e vivo
e seera vosc’ant’o prazo saído.
Ai Deus, e u é?
E eu bem vos digo que é viv’e sano
e seera vosc’ant’o prazo passado.

Ai Deus, e u é?



Canção de amor



D. Dinis


Quer’eu em maneira de proença!
fazer agora um cantar d’amor
e querrei muit’i loar lmia senhor
a que prez nem fremosura nom fal,
nem bondade; e mais vos direi ém:
tanto a fez Deus comprida de bem
que mais que todas las do mundo val.
Ca mia senhor quizo Deus fazer tal,
quando a faz, que a fez sabedord
e todo bem e de mui gram valor,
e com tod’est[o] é mui comunal
ali u deve; er deu-lhi bom sém,
e desi nom lhi fez pouco de bem
quando nom quis lh’outra
foss’igual
Ca mia senhor nunca Deus pôs mal,
mais pôs i prez e beldad’e loor
e falar mui bem, e riir melhor
que outra molher; desi é leal
muit’, e por esto nom sei oj’eu quem
possa compridamente no seu bem
falar, ca nom á, tra-lo seu bem, al.



Contexto histórico


Portugal é reconhecido como reino independente em 1143. Quinze anos antes, o Conde Afonso Henriques de Borgonha já havia sido sagrado rei, depois da batalha de S. Mamede, em que lutou pela liberdade do Condado Portucalense e da qual saiu vitorioso. Iniciava-se aí a primeira dinastia portuguesa: a Dinastia de Borgonha.Essa dinastia tinha origens no sul da França, em Provença, o que explica a grande influência provençal durante a primeira fase da Era Medieval em Portugal. Assim, os costumes e a cultura dessa apresentaram fortes traços provençais, enquanto a estrutura socioeconômica era marcada pelo feudalismo.


Características gerais do Trovadorismo



O Trovadorismo desenvolveu-se num período em que a cultura era monopolizada pelo clero católico, detentor máximo do poder político e econômico.Assim, é natural que a visão de mundo da época fosse marcada pelo teocentrismo — escala de valores determinada a partir dos próprios valores impostos pela religiosidade. Por essa razão, o homem dessa fase medieval privilegiava os bens do espírito, da alma, da vida pós-morte, em detrimento do corpo e da vida carnal, terrena.Nas artes, houve destaque para o desenvolvimento da música e arquitetura, pois elas serviam ao propósito religioso daquele tempo: a música religiosa podia criar uma atmosfera extraterrena, envolvendo o fiel, e a arquitetura era empregada na construção de catedrais.Na literatura houve maior desenvolvimento da poesia do que da prosa, pois a poesia apoiava-se na música e isso facilitava sua transmissão oral.


Projeções do Trovadorismo



O Trovadorismo constituiu a formação da base lírica da literatura em língua portuguesa, com sugestões formais e temáticas; ainda hoje se observa a influência das redondilhas em manifestações poéticas e musicais de cunho popular e folclórico, tanto em Portugal como no Brasil. Além disso, a literatura trovadoresca exerceu forte influência na obra de vários autores da língua, como Almeida Garrett, Gonçalves Dias, Olavo Bilac, Manuel Bandeira, Cecília Meireles e outros.




Trovadorismo- Cantigas de Amor


Cantiga de Amor

Quem fala no poema é um homem, que se dirige a uma mulher da nobreza, geralmente casada, o amor se torna tema central do texto poético. Esse amor se torna impraticável pela situação da mulher. Segundo o homem, sua amada seria a perfeição e incomparável a nenhuma outra. O homem sofre interiormente, coloca-se em posição de servo da mulher amada. Ele cultiva esse amor em segredo, sem revelar o nome da dama, já que o homem é proibido de falar diretamente sobre seus sentimentos por ela (de acordo com as regras do amor cortês), que nem sabe dos sentimentos amorosos do trovador. Nesse tipo de cantiga há presença de refrão que insiste na idéia central, o enamorado não acha palavras muito variadas, tão intenso e maciço é o sofrimento que o tortura.São cantigas que espelham a vida na corte através de forte abstração e linguagem refinada.

CANTIGA DE AMOR

No mundo non me sei parelha,
Mentre me for’como me vay
Ca já moiro por vos – e ay!
Mia senhor branca e vermelha,
Queredes que vos retraya
Quando vus eu vi em saya!
Mao dia me levantei,
Que vus enton non vi fea!
E, mia senhor, des aquel di’ ay!
Me foi a mi muyn mal,
E vos, filha de don Paay
Moniz, e bemvus semelha
D’aver eu por vos guarvaya
Pois eu, mia senhor d’alfaya
Nunca de vos ouve, nem ei
Valia d’ua correa.


Características das cantigas amorosas:


* Sofrimento;

* As músicas têm uma tonalidade mais lenta;

* Coita amorosa;

* Poesia Cantada com muita tristeza;

* Amor cortês;

* No cântico amoroso não poderia citar o nome da dama;

* A cantiga só tem um tema;

* O amor é totalmente idealista;

* Fala dos próprios sentimentos.

Trovadorismo- Cantigas de Amigo



Cantiga de Amigo


O trovador coloca como personagem central uma mulher da classe popular, procurando expressar o sentimento feminino através de tristes situações da vida amorosa das donzelas. Pela boca do trovador, ela canta a ausência do amigo (amado ou namorado) e desabafa o desgosto de amar e ser abandonada, em razão da guerra ou de outra mulher. Nesse tipo de poema, a moça conversa e desabafa seus sentimentos de amor com a mãe, as amigas, as árvores, as fontes, o mar, os rios, etc. É de caráter narrativo e descritivo e constituem um vivo retrato da vida campestre e do cotidiano das aldeias medievais na região.
Martim Codax
Ondas do mar de Vigo, se vistes meu amigo? E ai Deus, se verra cedo! Ondas do mar levado, se vistes meu amado? E ai Deus, se verra cedo! Se vistes meu amigo, o por que eu sospiro? E ai Deus, se verra cedo! Se vistes meu amado, por que ei gram coidado? E ai Deus, se verra cedo!
Características das cantigas de amigo.

* O poeta é o mesmo homem das cantigas de amor;
* As mulheres choram pela despedida de seus maridos em decorrências das cruzadas e guerras;
* Confessa suas angústias com árvores, flores, pássaros, etc;
* Desta vez o homem não liga para a mulher;
*Tom narrativo e descritivo.

O Começo






























Primeiramente é um prazer enorme satisfazer o grande paladar das pessoas diante à literatura. Todas as semanas postarei sobre um autor, poeta, romancista, em fim, todos aqueles que vomitaram suas indagações, paixões e satisfações diante o papel. Fiquem à vontade.Para começar, essa semana trarei frases de um grande pensador, pela qual sou fã: Charlie Chaplin.


Pensamentos:

"Se tivesse acreditado na minha brincadeirade dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando,falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria."

"Pensamos demasiadamente e Sentimos muito pouco…Necessitamos mais de humildade que de máquinas.Mais de bondade e ternura que de inteligência.Sem isso,A vida se tornará violenta e Tudo se perderá."


"Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, "quebrei a cara" muitas vezes!Já chorei ouvindo música e vendo fotos.Já liguei só pra ouvir uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida... E você também não deveria passar! Viva !!! Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é MUITO para ser insignificante."


"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como elatermina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida estátodo de trás pra frente. Nós deveríamos morrerprimeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo,até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então vocêtrabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poderaproveitar sua aposentadoria.Aí você curte tudo, bebebastante álcool, faz festas e se prepara prafaculdade.Você vai pro colégio, tem várias namoradas, viracriança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna umbebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seusúltimos nove meses de vida flutuando....E termina tudocom um ótimo orgasmo!!! Não seria perfeito?"


"É uma onipresença da morte de do encanto, uma risonha melancolia que discernimos em todas as coisas da natureza e da existência, essa comunhão mística que sente o poeta... algo assim como um raio de sol dourando a poeira que esvoaça, ou como uma rosa caída na sarjeta. El Greco foi aprendê-la em Jesus Crucificado."


"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha,e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso"


Espero que tenham gostado de ler essas encantadoras palavras... Até mais... E boa leitura...